PROJETO REKOL
                            OBRA KOLPING DO BRASIL

    

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Releese da Obra Kolping do Brasil

A primeira Família Kolping foi fundada em São Paulo, em 22 de junho de 1923. Fatos semelhantes ocorreram em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Itaporanga (Santa Catarina), Curitiba (Paraná), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), além destas, surgiram Famílias Kolping deste estilo em Buenos Aires (Argentina) e Caracas (Venezuela). Irmãos e religiosos, que tinham pertencido a Famílias Kolping  européias e através dessas foram estimulados a ingressar em comunidades religiosas, em não poucos casos acompanharam com grande simpatia e dedicação as Famílias Kolping dispersas. Um dos méritos da Obra Kolping Internacional é o de Ter enviado os  primeiros agentes de ajuda para o desenvolvimento aos países de missão.

1. - A Internacionalização do Movimento Kolping:

            Há 36 anos, estimulada pelo Concílio Vaticano II, pela Encíclica Populorum Progressio e pelas experiências já obtidas em encontros com países do Terceiro Mundo, a Obra Kolping, na sua 18ª Assembléia Geral realizada no ano de 1968,em Salzburg, Áustria, resolveu dar um passo que representa uma novidade no campo do trabalho missionário e da ajuda para o desenvolvimento. Por um lado, renunciou ao princípio do regador, ou seja ao método de trabalho de desenvolvimento que consiste em ajudar um jardim de infância na Índia, a abertura de um poço na zona de Sahel, a construção de uma ponte na Indonésia, um asilo de idosos no Quênia, uma agremiação no Chile, um posto de saúde na Argentina. Em lugar disso, decidiu concentrar todos os esforços em um país, o Brasil, e num setor, a formação profissional. Por outro lado, conscientizou-se de que como parte do povo de Deus, como organização de leigos, devia assumir a obrigação missionária. Começou a apresentar a idéia da Obra Kolping e angariar membros entre pessoas que não falam alemão, no contexto brasileiro. Este empreendimento concentrado recebeu o nome de Ação Brasil. As 3 mil Famílias Kolping da Alemanha, da Áustria, da Suíça, da Holanda, da Bélgica, do Norte da Itália, de Luxemburgo, dos Estados Unidos, do Canadá e da África do Sul começaram a conhecer países e gente, costumes e religiões, problemas e esperanças do Terceiro Mundo, sobretudo do Brasil. Procuraram adaptar-se aos grupos que se abriram para a Obra Kolping e se declararam dispostos a ajudar na implantação de Famílias Kolping.

            Salzburg foi o toque de avanço. Criou uma nova consciência e representou um ponto de partida. Como o fundador Adolph Kolping, no seu tempo, com os meios de que dispunha, viajou por todos os países que lhe eram acessíveis, para resolver a Questão Social de então, assim nós, num mundo cada vez menor, devemos seguir novos caminhos para resolver a Questão Social de hoje. A missão não é tarefa só dos religiosos e clérigos. Todo leigo é convidado a colaborar segundo a sua maneira e no lugar em que se encontra. A Obra Kolping pode ser considerada uma as formas de  articulação missionária para leigos. A Ação Brasil é uma concretização possível.

2. - A Ação Brasil

            Os primeiros frutos deste trabalho conjunto, em que se uniram os estímulos de fora com os esforços internos do país, foram as primeiras Famílias Kolping implantadas em São Paulo, em Assis, em Santa Catarina e no Mato Grosso. Padre Paulo Link, sacerdote alemão Fidei Donun, estabelecido na Arquidiocese de São Paulo, trabalhando havia um ano numa região extremamente pobre do Oeste da Grande São Paulo se dedicou à fundação de uma Família Kolping no contexto brasileiro. Na época foi procurado por um brasileiro e um agente alemão de ajuda para o desenvolvimento, ambos pertencentes à Obra Kolping, procuraram-no perguntando se estavam interessados num trabalho de formação profissional para jovens. Apresentada a idéia à direção de uma pequena obra social instalada num barraco de madeira, o Centro Social Santa Rita de Cássia, que esporadicamente desenvolvia atividades em benefício de crianças e mulheres.

            O grupo já tinha conversado várias vezes sobre a necessidade  de convidar jovens em crescimento, homens e famílias para cursos e programas. O grupo aceitou a proposta do pessoal da Obra Kolping de São Paulo e foi combinado organizar conjuntamente um curso de encanador numa garagem semi-acabada. Os que concluíram o curso formaram uma das primeiras Famílias Kolping no Brasil. Isso foi no dia 4 de novembro de 1972.

No dia 20 de setembro de 1973, as primeiras Comunidades Kolping uniram-se numa Federação Nacional. Foi o início da Obra Kolping do Brasil. Depois disso surgiram 382 Comunidades Kolping na Obra Kolping brasileira. Uma Comunidade Kolping é, via de regra, uma união entre vários grupos, que se denominam Famílias Kolping. Trata-se de grupos de profissionais artesanais, associações de agricultores, grupos de crianças, de jovens e de adultos, clubes de mães, círculos culturais, grupos de alfabetização, escolas sociais, grêmios esportivos. O número total de Grupos Comunitários nas Comunidades Kolping eleva-se a 1.1196 (2004). Encontram-se em formação outros 61 grupos.

            A Obra Kolping atua em: 173 municípios de 21 estados; 228 paróquias e 84 dioceses;

            O número de membros é de 21.340  associados efetivos. Idade mínima de 18 anos, identificação com os ideais da Obra, fidelidade em assumir tarefas, pagamento da contribuição mensal (no mínimo 1% do salário mínimo) e uma orientação cristã, estes são critérios usados pelas diretorias das Comunidades Kolping locais para transformar membros apenas cooperadores em membros efetivos.

            Os membros encontram-se mensalmente no Domingo Kolping (participação na liturgia, almoço comunitário, diversões) e na reunião dos sócios.

            De acordo com o último relatório do ano de 2004 foram atingidas 66.538 pessoas na área de Profissão e Trabalho.

            Através da Promoção de Empreendimentos Produtivos foram beneficiadas 15.099 pessoas;

            Cerca de 27.898 pessoas participaram de cursos de alfabetização,

            Trabalhos sociais com crianças e adolescentes atenderam 8.606 através de 331 Grupos; 78 Grupos de Jovens com 1.489 participantes: 101 Grupos de 3ª Idade com 2.676 participantes; 1.237 Grupos de Moradia com 8.040 participantes

            633 de grupos esportivos e culturais com 61.053 participantes

            Orientados e Assistidos nos Programas Sociais 113.971 participantes.

            Anualmente cerca de 9 mil pessoas participam de dias de reflexão, encontros de fim de semana e escolas sociais, em que se dedicam a um estudo sistemático da doutrina social cristã.

            As Famílias Kolping recebem bimensalmente o Boletim Kolping, trata-se do Informativo oficial do Movimento Kolping no Brasil.

            A maioria das Comunidades Kolping estão estabelecidas nas periferias das grandes cidades e no interior. São formadas predominantemente nas camadas mais baixas da população.

            Atualmente a Obra Kolping dispõe de 198 Casas Kolping próprias e atua ainda em locais cedidos por paróquias e dioceses, sendo em geral pequenos centros sociais, possui ainda, 9 Casas de Hospedagem; 16 Centros de  Formação e 14 Quadras Poliesportivas.

3. - A América Latina e Kolping: o processo

3.1. – Inculturação

            No período subsequente, a Ação Brasil ampliou-se numa Ação América Latina e Ação Terceiro Mundo. Assim se formaram quinhentas Famílias Kolping com quarenta mil membros em dez países latino-americanos, além do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai.

            Outros quinhentos grupos surgiram na África, particularmente no Quênia, em Uganda, Tanzânia, e na África do Sul, e na Ásia, Índia, Coréia, Vietnã e Indonésia.

A Obra Kolping já foi implantada nos cinco continentes. Desde a Ação Brasil, em 1968, surgiram 1.000 Comunidades Kolping com 100 mil membros em 25 países. Já de há muito a Obra Kolping não é mais um ramalhete de rosas alemãs, brancas, amarelas ou vermelhas. Agora é um ramalhete formado das mais diferentes espécies de flores, desde tulipas até orquídeas, e outras mais.

            A Ação Brasil não é apenas um empreendimento de boa vontade de Comunidades Kolping já existentes, que desejam colaborar na obra das missões, na realização da missão universal das cristãos, na concretização da pastoral social e na solução da questão social.

            Ela é antes de mais nada também uma nova situação para pessoas e grupos em países, nos quais não é conhecida a Obra Kolping.

            Os parceiros foram, por um lado, amigos e conhecidos de membros da Família Kolping já existente e, por outro, foram e ainda são pessoas, sobretudo cristãos, leigos, religiosos e sacerdotes que conheciam a Obra por sua própria experiência e por contatos pessoais e desejavam vê-la atuando em seu próprio país.

            No processo da implantação, ouviram-se opiniões que não viam com bons olhos essa ação missionária.